Será que a china poderá mandar no mundo com seu novo formato digital EVD ???
China abandona DVD e aposta no seu próprio formato.
A China quer abandonar o fabrico de leitores de DVD em 2008, apostando num formato único de alta definição, o EVD. Principal objectivo: o fim do pagamento de "royalties" ao consórcio que detém os direitos do actual formato.
O consórcio responsável pela criação do EVD (Enhanced Versatile Disc), um formato de alta definição específico para a China, vai acelerar a sua produção, no sentido de o introduzir neste mercado em 2008.
O desenvolvimento de um formato chinês partiu da vontade do Governo em depender menos do estrangeiro, invocando a sua "soberania" no domínio tecnológico.
O grupo promotor é constituído por várias dezenas de fabricantes, entre eles a TCL, uma das maiores empresas chinesas de electrónica de consumo.
Segundo a imprensa chinesa, 2008 marcará o fim do fabrico dos leitores de DVD, em benefício do EVD. Embora este último seja capaz de armazenar vídeo de alta definição, não pode ser considerado de todo um sucessor do DVD, já que a tecnologia de leitura é semelhante (baseada em "lasers vermelhos"). É antes um formato alternativo, mas que na prática competirá com aqueles que se apresentam como sucessores do DVD, vulgo Blu-ray e HD DVD.
Na realidade, o EVD é um disco DVD com diferentes especificações de vídeo e áudio, mas com suporte para HDTV, já que usa um algoritmo de compressão superior ao MPEG-2 (VP-5 e VP6). O formato chinês usa ainda o codec de áudio EAC 2.0. Suporta som mono, estéreo e 5.1 Surround, e é mais eficiente que o Dolby Digital (AC3) ou o DTS, presentes no DVD.
Alguns especialistas defendem que a China tem capacidade (diga-se, mercado) suficiente para manter o desenvolvimento da indústria de EVD. O país tem, aliás, apostado numa série de padrões exclusivos, incluindo sistemas de redes sem fios, televisão digital e telemóveis de terceira geração.
Por sua vez, o Governo chinês, apoioado no peso crescente da sua indústria, exorta as grandes empresas mundiais a "cooperar" em vez de "competir", relativamente ao estabelecimento de padrões tecnológicos.
O maior entrave à adopção do EVD, por parte dos fabricantes, reside na popularidade e no baixo custo dos leitores de DVD. Enquanto estes últimos podem custar menos de 80 dólares, o preço de um aparelho EVD ronda actualmente os 250 dólares.
Informação adicional:
Enhanced Versatile Disc
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JC, 2006/12/04
Fernand Koda - Consultor Empresarial para o Mercado de Vídeo

criado por Fernand Koba
09:41:43Esse assunto foi discutido em 2000.
O Digital Video Disc – também conhecido como Digital Versatile Disc – surgiu no Japão em 1996 e no ano seguinte nos Estados Unidos e no Brasil. Com pouco tempo de mercado, logo se tornou alvo de pirataria.
Pouca gente tem conhecimento de que, hoje, a pirataria do DVD é um grande problema para os estúdios de Hollywood. O prejuízo é difícil de calcular, principalmente porque o DVD é uma mídia ainda cara e a compra de filmes permanece além da realidade econômica de muita gente.
A pirataria do DVD ameaça de extinção o próprio modelo do disco. A indústria já anunciou que, em breve, os consumidores precisarão comprar novos aparelhos com proteção à pirataria.
Código quebrado
Enquanto a indústria e o cinema planejavam aumentar as vendas e a popularidade do DVD, a internet ajudou a divulgar a quebra do código de segurança dos discos e a proporcionar o que antes parecia impossível: assistir a um filme de DVD sem precisar de um DVD–ROM.
O recurso que impede a cópia ilegal do DVD é o CSS – content scrambling system – que foi quebrado por um hacker norueguês. Até então, os filmes em DVD não podiam ser vistos em computadores com o sistema operacional Linux. Criado o DeCSS, programa para burlar a criptografia do DVD, os usuários de Linux estavam livres para ver filmes com seus DVD–ROMs.
O DeCSS foi alvo de processos judiciais, mas era tarde. Outras ferramentas de mesma finalidade também se espalharam. A partir da quebra da criptografia dentro do DVD, foi possível copiar o conteúdo para o disco rígido do computador. Daí surge o revolucionário formato DivX :–).
Entenda o DivX :–)
DivX :–) é a nomenclatura para definir um arquivo contendo imagem e som no formato AVI, que é propriedade da Microsoft. Os arquivos AVI são quase sempre usados para armazenar vídeos, formato bem conhecido dos usuários de computador. A diferença é que o AVI no formato DivX usa um algoritmo de compressão notadamente superior.
O DivX surgiu a partir de uma versão hackeada da terceira revisão do formato MPEG4 (MP4), feita pela Microsoft. O MP4 foi originalmente criado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) com a finalidade de comprimir vídeos em boa qualidade e tamanho final do arquivo reduzido. O MP4 apresentou–se como melhor solução frente aos concorrentes MPEG2 e ASF, sendo este segundo também propriedade da Microsoft.
A Microsoft fez sua própria revisão, incrementou–a e manteve o projeto guardado a sete chaves. Ninguém sabe ao certo como o MP4 da Microsoft caiu na internet, mas graças à empresa de Bill Gates os hackers puderam fazer um "milagre": conseguir que um filme de DVD coubesse em um CD convencional, de apenas 650 Mb. Vale realçar que um filme em DVD ocupa, geralmente, 5 gigabytes de informação, algo em torno de 8 CDs.
O vídeo em formato MP4 é mixado com o som em formato WAV (wave) ou MP3, e apresenta como resultado um filme inteiro, de qualidade excelente, que pode ser visto no monitor em tela cheia e sem perda de nitidez. Ao ocupar entre 600 e 700 Mb, qualquer pessoa poderia copiar para um CD convencional – que custa menos de R$ 3,00.
A qualidade de um filme em DivX no monitor é praticamente a mesma de um VHS na televisão, com as vantagens que o computador pode proporcionar. Logo, o DVD virou alvo de pirataria, principalmente para quem possui conexão internet de alta velocidade e consegue baixar filmes inteiros em apenas algumas horas de download.
Um exemplo prático: com um computador potente e as ferramentas necessárias, o pirata pode alugar um DVD na locadora ou pegá–lo emprestado de um amigo, fazer a conversão para DivX, e colocar um filme dentro de um único CD, que poderá ser visto a qualquer momento, quantas vezes quiser e com a mesma qualidade do VHS. Um processo não muito diferente do que se faz hoje com o CD de música e o MP3.
Deve–se realçar que o DivX não é um formato pirata nem alude pirataria, assim como o formato MP3, utilizado em larga escala. Os decodificadores de DivX estão em estágio "alpha", tratando–se de uma tecnologia nova e embrionária que só gera benefícios ao usuário – fusão de som e vídeo de excelente qualidade, com tamanho do arquivo reduzido e, conseqüentemente, menos tempo de download.
O uso indevido da compressão em DivX alerta a indústria e os estúdios de Hollywood, que buscam meios ou soluções para impedir a proliferação dos filmes, da mesma forma como a RIAA tenta impedir os MP3s não–autorizados.
Um fato é reconhecido pelo mercado: o atual modelo de DVD usado para filmes não tende a continuar vivo. Em breve, a indústria deve lançar um novo DVD, supostamente inviolável a tal tipo de pirataria, mas que poderá forçar os consumidores a uma troca de aparelhos.
Na seqüência desta matéria, fique sabendo mais sobre o mercado de DVD e conheça o novo modelo do disco, a ser lançado em meados de 2001. [web insider]
Material publicada na uol - webinsider em 11/10/2000.
Dai da pra voces perceberem que os problemas nao comecaram hoje.
Fernand Koda - Consultor Empresarial

criado por Fernand Koba
19:20:16CARTA ABERTA AO MERCADO DE VÍDEO
São Paulo, 29 de janeiro de 2008.
Prezado Srs. da Itabira Filmes/MG
Permitam-me dissertar a respeito do e-mail a mim enviado, pela pessoa do Sr. Farley Xavier – FX Informática, elaborado pelo Sr. Antonio – ABV e direcionado a vocês.
Contudo quero deixar claro, que se trata apenas da opinião de um colaborador do Mercado de Vídeo que ora ou outra, tem suas idéias acerbadas por ousar abusar do direito de discordar do pensamento alheio.
O e-mail original segue em anexo, por ser muito grande. Caso alguém se interessar em lê-lo na integra, à origem dessa conversa.
Intitulado como “CONVERSA MOLE”, trata-se da discordância com relação ao posicionamento da Empresa FOX FILMES, diante dos novos rumos a serem dados pelas Vídeo-Locadoras. São resumos de matérias publicadas no Jornal do Vídeo e na Revista INFOX, da diretoria de marketing da Empresa.
Sinto discordar, mais uma vez, da postura do Sr. Antonio - ABV, por o excesso de animosia para com as Distribuidoras está lhe tirando o foco principal da idéia, que é a chegada de um novo produto, o Blu-Ray.
A mim faz todo o sentido, utilizar a nova mídia para capitalizar (com a possibilidade de se cobrar um preço maior, por um produto diferenciado, de qualidade, que ainda não sofre muito com a pirataria e ainda atende a um publico A-B, de maior poder aquisitivo).
Se não é a salvação da lavoura, ao menos, relembrando o lançamento do DVD (que apesar de muitas críticas), ajudou a alavancar as Video-Locadoras, as colocando no lugar que estão hoje. A alusão é verdadeira e uma ótima idéia SIM.
Chega de pessimismo e reclamação, pois está surgindo uma oportunidade de negócios interessante de se analisar. Sem essa de mágoas ou ressentimentos. O momento exige ação, investimento e criatividade. O comércio e os serviços não funcionam assim (apena na base das críticas).
Esperar a demanda de a nova mídia surgir não é uma boa estratégia, quando o mercado precisa que se antecipem tendências para se aproveitar a onda e crescer. E não ficar parado, correndo atrás do prejuízo.
Em seguida, já em outro e-mail, o Sr. Antonio - ABV, também se lamenta do posicionamento da diretoria da FOX (Sr. Herbert, Sr. Hegel e Sr. Mauricio). Vejam no segundo e-mail em anexo.
Neste e-mail (segundo ele, pois não li a matéria original) a FOX apresenta o Blu-Ray como o formato oficial, para suas novas mídias. Aceitam o fato de isso pode colaborar para o momento de dificuldades que as Vídeo-Locadoras passa.
Só que podem ter incomodado pessoas (chamadas por eles de catastrofistas), que não querem se mexer nem procurar uma solução. Só ficam reclamando.
Ainda nos lembra que o mercado está onde está, em parte por culpa das próprias Vídeo-Locadoras. E é isto mesmo. Basta lembrar-se da guerra de preços (tipo R$ 1,00), adotados ate por locadoras grandes. Basta
lembrar-se da desunião do segmento (nem associações conseguem montar, salvo algumas exceções). Alem das estratégias equivocadas (por nós, já discutidas).
Infelizmente a ABV está se desviando de seu caminho, quando não separa corretamente o que são idéias boas e o que são idéias ruins, independente de sua raça, credo ou origem.
Lamento, pois poderiam lhes oferecem então outros caminhos.
Com o devido respeito que é devido ao Sr. Antonio – ABV.
Atenciosamente;
Fernand Koda – Consultor Empresarial (atuando no Mercado de Vídeo Locação).
NOVO E-MAIL : fernandkoda@hotmail.com

criado por Fernand Koba
23:55:18